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Responsabilidade social A grande expressão da moda é "responsabilidade social". Virou mania entre os executivos e alastrou-se até chegar às Instituições de Ensino Superior do País. A grande mudança implantada pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), por exemplo, é tentar verificar, dentre outras coisas, se as universidades cumprem com a "responsabilidade social" para as quais foram criadas. Na iniciativa privada, a empresa que não demonstra "responsabilidade social" sofre fissuras na imagem. A responsabilidade social, no entanto, não pode ser encarada como mais uma moda ou um novo mote para gerar negócios. No início era o verbo e já se devia demonstrar responsabilidade social. Acontece, porém, que o ambiente, tanto interno quanto externo, não era propício à prática da dita "responsabilidade social". Quem respeitaria o cliente se faltava produto (ou serviço) e sobrava interessados em comprá-los? No próprio caso das universidades públicas, quem pensava em responsabilidade social se não havia concorrência e todos só desejam (ou só podiam) ingressar em uma instituição federal? Hoje, a grande coqueluche é falar no terceiro setor. Ora, mas o que é o terceiro setor? Nada mais é do que setor (ou microsetor) ao qual o estado não consegue chegar, em função do gigantismo, que a iniciativa privada também não tem interesse em explorar, por ser comercialmente inviável, mas que são de suma importância para a comunidade ou para alguns abnegados. Alguém teria a coragem de dizer que não tem importância a luta pela preservação do gavião do bico dourado nas matas de Parintins, por exemplo? O governo nao teria nem agilidade nem competência para gerenciar essa luta pela prservação de uma espécie. A iniciativa privada também não. Uma Organização Não-Governamental (ONG), porém, nasceu talhada para esse tipo de trabalho. Nasce um novo homem, cresce um novo cidadão. A responsabilidade social nada mais é do que a conseqüência desse crescimento da sociedade. Ninguém pratica a responsabilidade social apenas por bondade. As empresas, principalmente, o fazem por necessidade.
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